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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Crafter na Veia!


Quem me conhece (ou leu o post sobre a Trevozinha) sabe que eu costuro a alguns anos. Mas o que pouquíssimos sabem é que estou bem além da máquina de costura.

Bem, lá vem mais uma historinha.
Se você não tem paciência para ler desista agora!


Não sei ao certo quem me influenciou primeiro, nem com o que comecei, o que eu lembro é que sempre gostei de pegar qualquer coisa e inventar algo com ela.
Quando eu era pequena via meu pai pegar jornal, garrafa pet e outras coisas que poderiam virar lixo e transformá-las em artesanato. Foi com ele que aprendi a fazer cestos de jornal, brinquedos e pipas. Ele também me incentivava a ver programas tipo 'Art Attack', mas como eu sempre fazia bagunça, minha mãe proibira.

Quando eu tinha 6 anos, como qualquer criança eu não parava quieta, a solução que mãe encontrou foi me ensinar ponto-cruz. Ela pegou um daqueles panos de saco, escreveu meu nome e mandou eu bordar ele, sem explicar muito como porque ela não tem paciência de ensinar, rsrsrs. Depois de um tempinho me ensinou os primeiros pontos de crochet, o qual eu aprendi mais a fundo com 12 anos.

Como eu disse noutro post, eu via minha avó fazer algumas roupinhas na máquina. Como ela não deixava eu usar antes de completar 15 anos, eu ia na mão mesmo.
Fiz MUITA roupa para as bonecas (que alias, era só pra isso que eu usava as bonecas, rsrsrs), por fim, acabei fazendo algumas coisas pra mim também, mas na época não saíram muito legais não, hehehehe...

Minha mãe me chama de "menina-bugiganga", pois junto muita tralha na intenção de transformá-las em algo útil.
Ela mesma já foi assim. Quando menina, a 1ª agulha de crochet de mãe foi um grampo de cabelo que ela ajeitou com uma pedra até ficar igual a uma agulha de crochet. Ela também pegava madeira velha e tijolo pra fazer casas e outros brinquedos.
Mas com a facilidade de hoje em dia, ela não se ligou mais nisso.
Porém meu espirito "muquirana" não permite que eu jogue coisas possivelmente úteis fora (viu, mãe??).

Agora mesmo, alguns minutos antes de ter a idéia para este post, eu tinha acabado de criar um "fazedor de rabo-de-gato" (um tipo de tricô) com um carretel velho, 4 palitos de fósforo e os enrolei no carretel com fita isolante. Mais craft impossível!
Isso sem contar com as garrafas pet que estou juntando para fazer jarrinhos de planta.
Eu poderia comprar, mas prefiro fazer eu mesma.
Sei lá, dá uma especie de alegria saber que foi você quem fez aquela coisinha bonitinha. Que é uma coisinha só sua e ninguém mais tem xD

Depois de muito tempo, comecei a fazer algumas coisinhas para vender, nada de novo, são ainda aquelas coisas que a maioria das crefters fazem, como: toalha bordada, acessórios de crochet e etc..., mas é uma coisa com que eu realmente gosto de trabalhar.

Enfim, é mais ou menos isso daí. Se eu entrar em detalhes não termino nunca!
Kissus, mon'amis!! Até breve!!


PS: Alguns sabem que sou filha de sergipana mas poucos conhecem o artesanato de lá. Vale a pena conferir!:
Renda Irlandesa - Artesanato em Sergipe


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A História da Trevozinha

Vou contar uma histórinha aqui...

Eu costumo ficar muito sozinha em casa, porque onde eu moro é longe e eu nem tenho amigos aqui. Então eu fico o tempo todo viajando, ora lembrando de coisas antigas, ora inventando histórias fantasiosas.
Nisso eu lembrei de como eu "aprendi" a costurar na máquina da minha avó, uma 'Singer 666c Multiponto Elétrica'.

Lá pelos meus 8 anos, minha mãe e eu fomos morar com a minha avó porque ela se sentia muito sozinha.
Bom, minha avó tinha essa máquina e meu priminho tinha acabado de nascer, então ela resolveu fazer umas roupinhas para ele. E eu que sempre fui muito curiosa ficava lá, do lado dela, vendo como cortava e costurava as tais roupinhas.
Era como uma brincadeira nova. Toda vez que ela ligava a máquina logo de manhã beeem cedo, eu pulava da cama e corria pro lado dela.
E asim foi até eu completar 10 anos. Toda vez que ela ligava a bichinha lé estava eu pertubando a pobre da minha vózinha pra me ensinar a mecher na máquina.
Mas ela tinha um medo danado de que eu me machucasse, então prometeu que assim que eu fizesse 15 anos me ensinaria, e que quando ela morresse a máquina seria minha.
Infelizmente minha avó teve Alzheimer quando eu tinha 11 anos, e daí só foi piorando até falecer em 2001.
Quando eu completei 15, meu pai se lembrou do que vózinha disse que foi pegar a máquina pra mim, mas teve uns atritos entre os irmãos dele e eu fiquei sem ela.
O tempo passou e eu não esqueci da máquina, do tempo maravilhoso e mágico que era quando eu ficava perto de minha avó quando ela costurava e via sair de um simples pedaço de tecido as mais lindas coisinhas, desde roupas de bebê até enchovais.
Bom, quando eu completei 19 anos, meu pai (não sei como) conseguiu pegar a máquina pra mim. Mas como ela estava a 10 anos parada, ninguém sabia se ela ainda tinha utilidade. Mesmo assim eu não deixei que a vendessem, pois ali estava uma das últimas recordações de minha infância e da minha amada avó.
Porém, um amigo de família teve a curiosidade em mecher nela, só pra ver se funcionava algo, e pra surpresa de todos a bichinha funcionou perfeitamente!
Só faltava um bom banho de óleo de máquina e trocar as correias e a fiação do motor que estavam gastas. Nisso se passaram 2 anos e ninguém fez nada por ela.
Então lá foi eu pesquisar e sair por Nova Iguaçu procurando as peças que faltavam e o tal óleo.
Tirando a fiação, eu achei tudo e ainda dei um belo dum banho de óleo nela... nunca me senti tão feliz em ficar toda suja de poeira e óleo (rsrs).
Agora a minha Trevozinha (nome que dei à ela por ter o número "666" gravado em sí, e com "z" pois meu nome também é com "z") está lá, quietinha, desenferrujando um pouco... e eu tô mega feliz por te-la de volta e porque logo estarei fazendo o que sempre quis: costurando e fazendo as pequenas mágicas que vó fazia nela ^^

Fiiiiiim xD



Aqui vai uma fotinho da Trevozinha:


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